quarta-feira, 1 de agosto de 2012


Ainda que teu sorriso já não brote mais dos teus lábios quando teus olhos me veem, ainda que tua pele não se arrepie em contato com a minha, ainda que teu coração já não bata tão forte por mim e ainda que tua mente já não esteja encantada comigo... Não deixarei de te amar intensamente a cada segundo da minha vida. Pois, te admito, que me coração só parará de bater por você quando já não mais funcionar, minha mente se recusa a pensar em outra coisa ou em outro alguém a não ser você, minha pele nunca mais arrepiará sem seu toque... e eu não vou queimar de desejo por mais ninguém nesse mundo que não seja você.

-Valéria coelho 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Quando as nuvens estiverem cobrindo os céus, imagine as estrelas.

-Valéria coelho
Parei de escrever histórias para começar a vivê-las.

-Valéria coelho

E eram muito mais brincadeiras do que verdades. Eram conversas para passar o tempo, para se conhecer melhor, para descobrir cada detalhezinho do outro em uma conversa descontraída, onde cada história sórdida e libidinosa era encarada como uma experiência engraçada. Eram conversas que abriam as portas para a intimidade. Cada vez mais, o contato se fazia presente. Desde dedos entrelaçados até beijos roubados. O sentimento crescia e criava asas. Era bom, gostoso, reconfortante. A presença dos dois tornou-se imprescindível nos dias que se seguiam. Os sorrisos dos dois quando finalmente se olhavam eram constantes, os olhares se tornaram mais intensos e o sentimento mais concreto. Àquela altura, já não era mais só amizade, mais só um fica, mais só uma paixão.  Não eram mais apenas trocas de beijos, contato carnal e um contrato de enamorados. Era algo mais forte, mais bonito, mais mágico. As verdades nas brincadeiras apareciam, assim como o ciúme das histórias antigas, amores passados... Um medo, talvez, de surgirem no presente e de perderem a preciosidade que haviam conseguido: O amor. Era um sentimento que não podia mais simplesmente desparecer, evaporar. Todo dia se fazia mais forte e crescia, mesmo que um pouquinho. Um não acreditava que o outro amava mais e, assim, nunca chegavam a lugar nenhum. Parecia um amor sem fim. Era um amor sem fim. Era impossível nascer uma ligação maior e personalidades mais compatíveis. Àquela altura, não sabiam como havia acontecido e nenhuma certeza era maior do que o amor que sentiam um pelo o outro. E era só isso que importava.

-Valéria Coelho 

domingo, 29 de julho de 2012


    Naquela noite, a rua estava escura e nebulosa, a fraca luz amarelada dos portes vacilava sobre a calçada molhada. A lua cheia despontava no céu negro, onde nuvens pesadas e acinzentadas passeavam sobrepondo o brilho das constelações. O nevoeiro pairava sobre a relva amarronzada e espetada, onde a garoa fraca do anoitecer recaia. As folhas ricocheteavam nos galhos retorcidos e as lufadas silvavam,emitindo um ruído agudo, semelhante a um apito desafinado.  Eduardo voltava para casa, depois de um árduo dia de trabalho na oficina, consertando e reparando veículos. Saía sempre às oito horas da noite e percorria sempre o mesmo caminho. Aquele dia, ele andava despreocupado e absorto nos próprios pensamentos. Não dispunha de companhia alguma, era apenas ele e os ruídos da noite. Procurava calmaria e mal podia esperar para aconchegar-se na cama da sua humildade moradia.
    Gemidos abafados e pequenas súplicas inundaram a rua silenciosa. Eduardo ajeitou o casaco e vasculhou ao seu redor, antes de sair em disparada pela calçada. Tendo como guia apenas sua audição. Notou, ainda ao longe, a entrada de um beco estreito e escuro. Cessou os passos e recostou-se na parede úmida, espiando o interior da passagem. Sentiu um metal enregelado apertar-se contra sua bochecha e engoliu seco, impedindo-se de verificar o dono da arma. Foi guiado para beico adentro, com o metal intimidador pressionando sua pele, uma mão enluvada agarrou-lhe o braço e jogou-lhe contra o asfalto irregular, ao lado de uma mulher desacordada. Revistou as roupas claras e amarfanhadas da ruiva, a pele branca em contraste com as marcas arroxeadas que cobriam boa porta do corpo. Eduardo ergueu os olhos, as pupilas tremelicando de raiva e repugno, e fulminou o homem moreno em pé a sua frente, cujas expressões eram tão desdenhosas como maliciosas.
      -Desgraçado – Guinchou Eduardo com os dentes friccionados.
      O homem soltou uma gargalhada debochada e chutou o rosto do garoto caído, forçando o encontro do seu rosto com o chão áspero. Ele gemeu de dor e permaneceu em silêncio por alguns segundos. Arqueou as costas e empurrou o chão com as mãos, esforçando-se para levantar. Os cabelos recaiam sobre a face voltada para o chão e, de repente, cerrou os punhos e socou o rosto do homem com a força que ainda lhe restava. Observou-o cambalear para trás e o esmurrou mais duas vezes antes dele tombar para o lado desacordado. Fungou, limpou o sangue que escorria por seu nariz e voltou-se para a mulher desmaiada, mas fora pego de surpresa com um golpe na barriga. Revirou os olhos de dor e fitou os olhos esverdeados da mulher que acabara de vingar. A mão dela agarrava a navalha penetrada na pele de Eduardo e o sorriso matreiro em seu rosto enfureceu o garoto. Ele tentou se livrar, mas a mulher enfiava a navalha ainda mais.
      -Talvez eu merecesse. – Declarou a mulher, a voz rouca e sensual embriagou Eduardo. Mesmo que odiasse aquela mulher, ele sentiu-se seduzido pela feminilidade que emanava do seu corpo esguio. – Mas obrigada por interceder por mim. – Ela sussurrou suavemente no ouvido de Eduardo, deixando-o ter arrepios com o hálito quente que passeava por sua face.
       Ela Cravou a navalha mais fundo e a retirou abruptamente. O sangue escorreu pelo metal e pingou no chão, ela limpou o objeto na barra da blusa e preparava-se para fugir dali, quando mãos grossas agarraram-na o braço e a puxaram-na. Eduardo enlaçou o braço na cintura da mulher e a pressionou contra seu corpo. Beijou-a ferozmente e a largou:
      -Não dispenso recompensas. – Um sorriso maroto cobriu o rosto de Eduardo, cujos olhos fitavam a silhueta feminina distanciar-se ao longe, com o mesmo sorriso cheio de desejo, até desaparecer na escuridão.
      Eduardo abriu a torneira bruscamente e o jato d’água fervente incidiu sobre o mármore gélido do banheiro. O chiado provocado pelo encontro das duas temperaturas pairou pelo banheiro mal iluminado. Desenrolou a toalha de algodão da cintura e a largou sobre a pia molhada. Em frente ao espelho, retangular e embaçado pelo vapor d’água, ele fitou o reflexo desnudo do seu corpo, a retorcida imagem dos ombros largos e fortes, os músculos atraentes, o abdômen definido e a pele avermelhada, castigada por um sol forte e ardente. Os olhos castanho-escuros percorreram a linha do músculo transverso até pararem no corte profundo na parte inferior da barriga. Roçou os dedos longos no ferimento aberto e abriu um sorriso de lado, quase imperceptível.

      As pessoas não são o que aparentam ser. Escondem o seu verdadeiro eu e contam vantagem com a ingenuidade das outras pessoas. Algumas são influenciadas e outras, simplesmente, precisam que algo desperte o monstro dentro de si. Cada um possui o lado negro no fundo de suas almas, de suas consciências, mas alguns escolhem lutar contra, enquanto outros simplesmente se deixam dominar.

-Valéria Coelho

sábado, 28 de julho de 2012


Um brinde ao jeito como você me faz sorrir do nada. Um brinde ao jeito como você me trata, do jeito que qualquer garota sonharia, do jeito que eu sonho. Um brinde ao sorriso que nunca deixa meu rosto quando estou com você. Um brinde ao seu sorriso, que consegue iluminar uma noite sombria. Um brinde ao nosso orgulho que não é forte o suficiente para brigarmos. Um brinde ao jeito estranho que eu tenho de dizer que eu te amo e um brinde ao seu jeito de dizer que ama mais, mesmo eu sabendo que eu sinto mais. Um brinde a todas essas coisas que nos fazem imperfeitos, mas que adoramos tanto um no outro. Desculpa por meus dias de estresse, me desculpe por ser chata, talvez eu só tenha medo de te perder. Na verdade, eu tenho medo de te perder. Me desculpe por te amar tanto...  É só que... é muito sentimento para guardar aqui dentro. Desculpe pelo meu jeito estabanado de dizer as coisas, e obrigada por tolerar tanto texto chato. Obrigada por alegrar meu dia com o som da sua voz ou com uma simples mensagem dizendo “Bom Dia”. O que eu quero dizer é que, mesmo que faça pouco tempo, eu cheguei ao ponto de te amar tão intensamente que eu acho um pecado não dizer que te amo e o quanto você é especial. Deslumbrante são seus olhos que sorriem para o mundo, e inegavelmente arrebatadores quando me encaram. O deleite de seus lábios em minha boca é algo inexplicável. É suave, afável, carinhoso, ardente, amoroso, fiel, alegre. Passei a sentir o que eu tinha me proibido de sentir, me arrisquei a ficar vulnerável como nunca fui. Aprendi, então, que quando uma pessoa passa a fazer parte do seu cotidiano, da sua vida e do seu coração, você não pode simplesmente deixar isso partir. Arriscar é perigoso, mas deixar a felicidade ir embora é mais perigoso ainda. O primeiro é efêmero e o segundo é para sempre. Com você aprendi a sorrir sozinha... quando lembro de você. É um caso médico problemático, porque o remédio é raro, é você. Adoro quando nossos olhares se encontram e sorrisos simultaneamente brotam de nossos lábios. Adoro seu corpo apertado contra o meu, sinto o meu mundo guardadinho entrelaçado entre meus braços. Adoro quando você sussurra no meu ouvido e adoro mais quando consigo te fazer sorrir. Quer saber? Um brinde ao que ainda há por vir e, que por qualquer obstáculo, eu o ultrapasse com você.

-Valéria coelho 
Dê oportunidade para o novo, assim o velho poderá partir.

-valéria coelho